sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fato do dia

"Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós"...
Sim, sim ainda hoje é o dia em que essa letra faz todo sentido e não apenas faz jus a um tempo antigo , passado.
Hoje esse canto de clamor ecoa a proclamação da inteira falta de compostura dessa gente "moderna", jovens velhos que sem o menor pudor agridem e, pasmem: querem pudor.Quem diria que se ouviriam gritos de "carinhas pintadas"... de blush pasmadas por causa de uma mini-saia às vésperas de 2010? Quem diria que a esse tempo(no país do carnaval!!?) não se pudesse usar e se "desnudar" em uma roupa da sua própria escolha sem sofrer constrangimento,humilhação; eufemicamente falando?
É triste perceber que universitários com as asas da liberdade , da pós-modernidade, insistem em ignorá-las e limitadamente( limitadas mentes) preferem ficar presos a preconceitos vis.

Cynthia Osório

sábado, 3 de outubro de 2009

E você, o que acha?

"Esse 'sim obrigatório' que sempre se espera de um homem é o caminho mais curto para uma brochada."
                                    Pedro Bial, em 02/10/09, no programa Amor e Sexo.

sábado, 26 de setembro de 2009

Coca, Zero



Hora do almoço:
_Rapaz, "vamo" dividir um refri!?
_Bora!
_Qual?
_Menos coca!
Cinco segundos de pasmo silêncio. A garçonete, com o bloquinho na mão, já esperava ansiosamente a resolução daquele impasse.
_Traz um guaraná, de 1L.
No semblante um misto de lamento e simpatia tímida, a mesma garçonete profere a seguinte frase:
_ De 1L, só vai ter coca.
_Coca eu não tomo, disse o amigo ao outro.
_ Por que, cara?
_ "Num" gosto, não!
_Tu não "gosta" de coca?!!!!
_Não.
_De jeito nenhum, nunca, nem um pouco?
_Não, velho!
Nesse instante o amigo olhava "o outro", aquele ser incomum, com certa  estranheza e adimiração, ainda incrédulo no que ouvira. E a garçonete lá a esperar.
_ Traz uma ks pra mim, coca!

Cynthia Osório.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ouvindo a Felicidade

Felicidade
Zélia Duncun


Não sei por que tô tão feliz!
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade.
Não sei o que foi que eu fiz,
Se eu fui perdendo o senso de realidade
Um sentimento indefinido foi me tomando ao cair da tarde,
Infelizmente era felicidade.
Claro, que é muito gosto, claro!
Mas claro que eu não acredito,
felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito!

Não sei por que eu tô tão feliz!
Preciso refletir um pouco e sair do barato.
Não posso continuar assim feliz, como se fosse um sentimento inato.
Sem ter o menor motivo,
Sem ter uma razão de fato,
Ser feliz assim é meio chato!
E as coisas nem vão muito bem,
Eu perdi um dinheiro que eu tinha guardado.
E pra completar depois disso,
Eu fui despedido e tô desempregado.
Amor que sempre foi meu forte,
Não tenho tido muita sorte.
Estou sozinho e sem saída,
Sem dinheiro, sem comida e feliz da vida!

Não sei por que eu tô tão feliz!
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade.
Pensei que fosse por aí,
Fiz todas as terapias que tem na cidade.
A conclusão veio depressa,
E sem nenhuma novidade
O meu problema era felicidade.
Fui até bem razoável,
Felicidade quando é no começo ainda é controlável.

Não sei o que é que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade.
Mas fácil ver o que não fiz,
Fiz muito pouca coisa aqui pra minha idade,
Não me deidiquei a nada,
Tudo eu fiz pela metade,
Por que então eu ter felicidade?
E dizem que eu só penso em mim
Que eu sou muito centrado, que eu sou egoísta.
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética e faz uma lista.
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade.
Independente dos deslizes, dentre todos os felizes, sou o mais feliz!

Não sei por que eu tô tão feliz!
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo!
A busca por uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo.
Enfim eu já tentei de tudo,
Enfim tentei ser consequente,
Mas desisti vou ser feliz pra sempre!

Peço a todos licença,
Vamos liberar o pedaço,
Felicidade assim desse tamanho só com muito espaço! 

Ouça!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Bon Soir!



Enquanto isso, o corpo inerte continuava ali,mas dessa vez não como sempre. Parecia que já esperava o que saberia.

E o que estava por chegar, enfim chegou;anunciado por um banal "boa noite", tímido, inebriado de toda meiguice que no bom de uma noite cabia.

O "boa noite" anunciado era apenas um bom presságio daquilo que verdadeiramente a brisa noturna e fria lhe sopraria aos ouvidos, secos de não-amar:
_Agora sim, tu vais saber o que é, de fato, querer !

Cynthia Osório.


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domingo, 6 de setembro de 2009

Aos corações que doem



O coração que doi é  especial. Naquele instante crucial da dor, pratica com indizível veemência o ato de sentir, o coração que doi.
O coração que doi é maior. Não somente por sua dor, mas pelo saber sentí-la sem pudores inúteis.
 Angústias vis enfeitam o coração que doi, e fazem dele um parque de loucas ilusões, prontas para serem afagadas. É justo, o afago ao coração que doi.
O coração que doi é bonito.Olhos recíprocos vergam -se ao coração que doi.
O coração que doi é forte. Suporta infinitos dias de longas noites.
O coração que doi é efêmero. Ri com bravura.


Cynthia Osório

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Elas só pensam naquilo!


Já muito foi dito e escrito, suponho eu, sobre o que me ocorre agora: mulheres X sexo.

De como as mulheres não gostam de sexo, de como as que gostam são estigmadas, de o quanto as mulheres, presas num passado pudoroso, não "dialogam" com seus clitóris (até mesmo porque nem se quer o conhece ) ou de o quanto mentem sobre isso... dito assim parece o sexo ser um vilão para seres humanos femininos.

Não é bem assim. Elas gostam de sexo! Uma boa dica para reforçar o gosto de nós mulheres pelo sexo, está num breve diálogo entre Fernada Young e seu tão estimado parceiro !

Me parece oportuno relembrar que não precisamos tentar agir  como homens  e nem sentir culpa por conta de uma "dorzinha de cabeça" que nos assombra de vez em quando, mas só de vez em quando , hein!

Saudações femininas!

Cynthia Osório

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Convite

Minha mente, agora deu pra pensar poeticamente. Consequência disso é que na hora de escrever
fico achando que eu sou Leminski e mando ver
nas rimas, pobrinhas, pobrinhas,
 é verdade, mas minhas.

cynthia osório.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Parabéns pra você!

E eis que em um belo dia , mais precisamente há um ano atrás descobri uma nova forma de entretenimento, e me entreguei também ao mundo dos blogs.

Pois é, meu "eu virtual" hoje está aniversariando, e um jeito de melhor comemorar esse feito que eu encontrei, apesar de não muito original, foi postando!


Bem, o que dizer ? Primeiro agradecer a todos que dedicaram um pouquinho do seu tempo a ler minhas "prosas autorais".Este é um espaço onde eu me mostro tanto ou mais que na "vida real", (intencionalmente ou não) por isso ele é tão importante para mim, sobretudo para mim!E por isso comemoro!

Cynthia Osório.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Veja!


De um sábado de ócio nascem muitas oportunidades, acredite.
Êis que em um desses me desloquei a uma locadora de vídeo perto de casa e como sou brava apreciadora do cinema nacional logo vi a convidativa capa do DVD, eram Gianecchine e Paola Oliveira literalmente "Entre Lençóis", esse era também o título do filme.Levei e assisti.
Logo na primeira cena você se permite pensar: "Hii , mais um clichê de amor", ou "sexo e apelação!" Mas, essa impressão não dura até o fim da primeira cena, apesar de ser de sexo e nudez, diga-se de passagem belos corpos nus!
O filme é passado num quarto de motel, o que justifica a nudez nem um pouco apelativa dos atores. O sexo casual é tratado no vídeo com muita delicadeza. Bem, vamos aos diálogos.
São diálogos e inquietações de temática óbvia(amor e sexo), comuns a cada um de nós fatalmente em algun momento facilmente nos percebemos, e isso nos prende ao filme que de início parece monótono( quase duas horas num quarto de motel, só dois atores!).A leveza e uma pitada de humor me chamaram bastante atenção ao texto, comum e bem elaborado. Recomendo não perder a oportunidade de se questionar e rever conceitos velhos ou quem sabe retomar hábitos não tão modernos.Bom filme!

Cynthia Osório